Antes de tudo, não deu pra postar ontem porque rolaram
muitas coisas e não deu tempo, foi mal pra quem veio aqui ver e não tinha nada.
Hoje eu vou ver se eu consigo falar um pouco sobre romantismo, idealismo,
crença, sonho. Conversando com alguém esses tempos, ouvi que eu sou romântico
demais. Não (só) desses românticos com a pessoa amada, e sim desses românticos
da vida, que olham pra trás e só enxergam coisas boas. Apesar de a pessoa ter falado isso num tom negativo,
eu fiquei feliz com o “elogio”, porque é isso aí mesmo. Eu sou romântico
demais. Eu acredito, eu boto fé, eu quero olhar pras coisas boas, eu quero
entender as ruins e deixar elas no lugar delas, e eu quero crescer. Eu quero
mudar, expandir, criar. Onde só há lixo, quem é romântico tenta ver beleza. Taí,
isso que é romantismo. Romantismo é o exercício de deixar o mundo mais bonito.
Eu tenho certeza que o mundo só muda assim. Só quando a gente sonha, quando a
gente acredita, é que conseguimos realizar. Ou vai me dizer que você já
realizou algo sem sonhar antes? A palavra pode ser piegas, meio fora de moda no
mundo doido que a gente vive hoje, mas eu sou romântico pra caralho, e eu fico
muito feliz de ser assim!
Da letargia
domingo, 19 de maio de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Da homenagem
Hoje eu vou fazer uma homenagem: vou falar pras pessoas que
fecham comigo. Não preciso citar ninguém, porque esses sabem quem são e nem
precisam de homenagem nenhuma no fim das contas, mas eu escrevo porque eu quero
expressar mesmo o quanto esse povo é importante. Eu sou o cara mais sortudo do
mundo. As pessoas que me rodeiam são as pessoas mais fodas que eu conheço.
Algumas se foram, é verdade, perdi contato com algumas pessoas que me ajudaram
a ser quem eu sou hoje, mas todas elas estão aqui no peito. Eu queria agradecer
por quando eu precisei de ajuda, precisei ser esclarecido, pelas madrugadas em claro dando role no meio
do nada, pelos debates mais idiotas, de onde saíam as conclusões mais fodas. Queria
agradecer pela gasolina queimada me levando e me buscando lá na puta que pariu
só pra eu não ficar sozinho, pela grana emprestada (que quase nunca volta)
quando eu tava duro pra comprar uma kaiser no tio patinhas. Por colar nas
comemorações, nos capotamentos, de carro e de mente, por colar na praça da
bicota 4 da matina, numa terça, num frio da porra, só pra continuar a conversa que
tava muito massa. E o principal: por me ajudar quando eu precisei de ajuda. E,
olha, eu precisei muito. Obrigado por colocar uma luz no fim do túnel quando a
porra toda tava escura, quando não dava pra ver nada. Obrigado pela risada
quando eu tava chorando, obrigado por deixar a namorada de lado no dia que a
gente precisava colar. Enfim, vocês sabem do que eu to falando. Vocês são geniais. Se você que tá lendo isso daqui, e
não se identificou, faz o seguinte: olhe ao seu redor e vê quem tá do seu lado
quando a casa cai. Vê quem tá contigo de verdade. Sempre tem alguém assim. Quem
tem amigo, tem anjo da guarda.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
De onde a gente olha
Ontem eu fiquei pensando bastante sobre o que eu gostaria de escrever hoje...daí eu pensei
que ia ser massa se eu falasse de algo que eu tenho pensado de forma diferente
de algum tempo pra cá...Eu ando no centro quase todos os dias, e eu vejo uma pá
de gente, gente que eu gosto, gente que eu não gosto, gente que eu odeio, e por
aí vai. Eu sempre fui um cara muito transparente e sempre mantive uma distância
segura de pessoas que eu não gosto. Se eu não gosto de fulana ou de ciclano,
nada mais justo que eu ficar longe, certo? Pode ser. Mas é que ultimamente eu
tenho pensado no porque de eu não gostar de x ou de y. E é engraçado, porque
quando a gente olha de dentro da gente, é muito fácil você julgar, e falar que
tal atitude está certa e tal atitude está errada, porque o referencial é você;
logo se te faz mal, você não gosta. Só que eu parei pra pensar e vi que por
mais que essa atitude de julgar seja extremamente comum à todos, ela te impede de
enxergar que na imensa maioria das vezes as atitudes que nós tanto julgamos dos
outros são atitudes que nós tomamos toda hora. Vou dar um exemplo: Eu descobri
que alguém fala mal de mim pelas costas. É óbvio que eu vou ficar puto, como
essa pessoa tem coragem de falar de mim pelas costas? Só que nós julgamos e
esquecemos de ver que nós fazemos isso toda hora! Fulano falou mal de mim, mas eu
já falei mal de tanta gente, talvez já tenha até falado mal dele...E quando nós
percebemos que nós tomamos atitudes equivocadas tanto quanto outras pessoas, nó
percebemos que talvez elas não façam isso porque elas sejam más, ou escrotas, mas
que talvez elas sejam exatamente como eu: de vez em quando erra, de vez em quando
acerta. Por isso, apesar de quase nunca eu agir assim, eu acho que tentar
compreender a atitude do outro é sempre melhor do que apontar o dedo e julgar. Ter
empatia pelo outro é fundamental pra qualquer pessoa que gostaria de viver num
mundo melhor.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Consumo
Hoje eu vou tentar falar de um assunto que eu considero muito treta: as relações de consumo. Tá bem claro pra todo mundo que a sociedade moderna é a sociedade do consumo. A gente vê claramente: propaganda, quilos e quilos de informação falando pra você consumir isso, aquilo. Mas eu quero falar de uma parte especial dentro de tudo isso. Consumir não é comprar. E dentro disso, eu quero falar das relações de consumo entre pessoas. É, isso mesmo. Eu não preciso ficar falando mal das compras, shoppings e tudo mais, as pessoas já sabem disso. A relação de consumo entre entre uma pessoa e um objeto é bem clara, a gente vai lá e compra e usa, quando não serve mais, a gente joga fora, simples assim. Mas, sei lá porque, cada vez mais isso tá passando pras relações entre pessoas. Pessoas consumindo pessoas. Hoje, as pessoas se relacionam umas com as outras do mesmo jeito que elas se relacionam com um celular vagabundo da China. Passa um mendigo na praça da bicota te pedindo um cigarro, nós olhamos pra ele como lixo. Porque? Porque ele é "mercadoria ruim". Ele não é pop, ele não tem grana, não tem carro com som alto, não entra na Lounge ou no London, então porque eu me relacionaria com ele? A gente esquece que as pessoas são pessoas como a gente. Tenho certeza que esse cara tem tanto pra te falar quanto qualquer outra pessoa. Mas nós tratamos as pessoas como produtos nos dias de hoje: quem é mais, é mais massa. Isso tá fazendo as pessoas viverem relações descartáveis. Melhores amigos por duas horas, casal perfeito até a noite acabar, e depois fica tudo como foi. E o que que nós guardamos dessas relações? Eu não sei bem, mas talvez seja a mesma coisa que guardamos de um celular vagabundo da china que perdeu o uso...
Aqui é onde eu rasgo o verbo.
Eu vou usar esse espaço aqui pra falar das coisas que eu acho. Vai ser um lugar onde eu vou falar do que vier na telha mesmo, de futebol até a dialética materialista. Mas eu sempre vou tentar (sei que nem sempre é possível) abordar todos os assuntos da forma mais importante que eu conseguir. O objetivo disso aqui é expressar as coisas que se passam na minha cabeça, e se rolar, conseguir alguns leitores que gostarem do que eu falo. No mais é isso ai, falou.
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