Ontem eu fiquei pensando bastante sobre o que eu gostaria de escrever hoje...daí eu pensei
que ia ser massa se eu falasse de algo que eu tenho pensado de forma diferente
de algum tempo pra cá...Eu ando no centro quase todos os dias, e eu vejo uma pá
de gente, gente que eu gosto, gente que eu não gosto, gente que eu odeio, e por
aí vai. Eu sempre fui um cara muito transparente e sempre mantive uma distância
segura de pessoas que eu não gosto. Se eu não gosto de fulana ou de ciclano,
nada mais justo que eu ficar longe, certo? Pode ser. Mas é que ultimamente eu
tenho pensado no porque de eu não gostar de x ou de y. E é engraçado, porque
quando a gente olha de dentro da gente, é muito fácil você julgar, e falar que
tal atitude está certa e tal atitude está errada, porque o referencial é você;
logo se te faz mal, você não gosta. Só que eu parei pra pensar e vi que por
mais que essa atitude de julgar seja extremamente comum à todos, ela te impede de
enxergar que na imensa maioria das vezes as atitudes que nós tanto julgamos dos
outros são atitudes que nós tomamos toda hora. Vou dar um exemplo: Eu descobri
que alguém fala mal de mim pelas costas. É óbvio que eu vou ficar puto, como
essa pessoa tem coragem de falar de mim pelas costas? Só que nós julgamos e
esquecemos de ver que nós fazemos isso toda hora! Fulano falou mal de mim, mas eu
já falei mal de tanta gente, talvez já tenha até falado mal dele...E quando nós
percebemos que nós tomamos atitudes equivocadas tanto quanto outras pessoas, nó
percebemos que talvez elas não façam isso porque elas sejam más, ou escrotas, mas
que talvez elas sejam exatamente como eu: de vez em quando erra, de vez em quando
acerta. Por isso, apesar de quase nunca eu agir assim, eu acho que tentar
compreender a atitude do outro é sempre melhor do que apontar o dedo e julgar. Ter
empatia pelo outro é fundamental pra qualquer pessoa que gostaria de viver num
mundo melhor.
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